segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Bolo fofo de laranja

Este bolinho é muito frequente cá em casa, em várias formas e com mais ou menos sabor, este levou sumo de uma laranja, já que estamos na época delas.


4 ovos caseirinhos
2 chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha
1 chávena de leite
Sumo de uma laranja.

Bater primeiro as claras em castelo e reservar.

Bater as gemas com o açúcar muito bem até dobrar de volume e juntar o sumo de laranja e bater mais um pouco para homogeneizar e em seguida de modo alternado a farinha junto com o leite e ir batendo para incorporar bem a farinha.

Por ultimo juntar as claras em castelo, envolvendo de modo suave.

Transferir a massa para uma forma untada com margarina e polvilhada com farinha.

Foi ao forno a 200º durante 40 minutos, porque fica um bolo muito grande.

Muito bom para acompanhar com um cházinho

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Regresso - Victoria Hislop

Mais um livro de que gostei muito, já tinha lido outro da mesma autora, A Ilha e adorei, este, como romance não tem uma história tão arrebatadora, a personagem principal é até um pouco pobre, mas que é fortemente compensada pela parte histórica da guerra civil espanhola, uma descrição de pormenores e factos que nos mantêm presos até ao fim.

Os pormenores macabros de que provávelmente já tinhamos ouvido falar da guerra civil espanhola e das atrocidades cometidas por franco para chegar ao poder estão aqui tão bem escritos, que dificilmente esquecemos mais, uma outra maneira de aprender história.


"Nas ruas calcetadas de Granada ecoam música e segredos. Sónia Cameron não sabe nada sobre o passado chocante da cidade; ela está lá para dançar. Mas num café sossegado, uma conversa casual e uma colecção intrigante de fotografias antigas despertam a sua atenção para a história extraordinária da devastadora Guerra Civil Espanhola.

Setenta anos antes, o café era a casa da unida família Ramirez. Em 1936, um golpe militar liderado por Franco destrói a frágil paz do país, e no coração de Granada a família testemunha as maiores atrocidades do conflito. Divididos pela política e pela tragédia, todos têm de tomar uma posição, travando uma batalha pessoal enquanto a Espanha se autodestrói."


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Figado flamejado com vinho do porto

Cá em casa desde que as vacas andam loucas que nunca mais se comeu figado e outras miudezas em geral, porque o marido já não gostava muito e desde então recusa mesmo, mas figado é uma coisa que eu gosto e andava curiosa para saber se o pequeno gosta ou não, até porque antigamente diziam que era um alimento bom para dar ás crianças, não sei se ainda há essa teoria, porque estas também estão sempre a mudar.

Do que eu sei da fisiologia do figado penso que não será um alimento muito recomendável, mas de vez em quando também não mata.

Este fiz frito, porque do que me lembro era a maneira como eu gostava mais.

Iscas de figado o mais fino possível, não era o caso destas.
Meio copo de vinho do porto
Sal e alho em pó q.b.
1 Colher de sopa de açúcar
Manteiga e azeite q.b.

Temperado só com sal e alho em pó, frito num pouco de manteiga e azeite em partes iguais e a meio da fritura flamejado com vinho do porto e polvilhado com uma colher de chá de açúcar, dá-lhe um toque meio adocicado que disfarça o amargo desta carne.
Ah e a minha curiosidade ficou satisfeita, o menino adorou os "bifinhos" claro que não se pode chamar nomes esquisitos ás coisas ou eles já nem gostam sem provar
E o pai que nos aguarde, porque de vez em quando lá aparecerá o dito cujo á mesa.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Panquecas

Andava já há muito tempo para experimentar as famosas panquecas, já que para além de nunca ter feito também nunca tinha comido, procurei uma receitinha, mas como estava com uma dose de preguicite aguda, fiz pela mais simples que encontrei, o sabor ficou bom, mas em expessura ficaram mais para crepes do que para panquecas, nada como aquelas bem altas e fofas que se vê por aí.

Não percebi bem onde falhei, se foi massa a menos ou frigideira grande demais, porque a quantidade de panquecas mesmo assim finas não foi muito grande.

1 chávena de farinha
1 chávena de leite
1 ovo
1 pitada de sal


Misturar bem todos os ingredientes de modo a que não se formem grumos de farinha, deve-se para isso juntar o leite no fim ao pouco e pouco.


Untar uma frigideira pequena e antiaderente com óleo ou manteiga e colocar um concha das pequenas de massa, assim que fizer bolhas à superfície, virar e cozinhar a panqueca do outro lado.

Repetir o processo até esgotar a massa.

Servir quentinhas, barradas com o que mais gostar, cá em casa o rei é o chocolate, mas com compota também gostámos.



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Espetadas no forno

Não é muito habitual cá em casa comprar espetadas, porque no grelhador do fogão não ficam muito bem e costumo faze-las noutro na varanda, mas isso é melhor para o verão, mas no outro dia vi o senhor do talho a fazer umas com muito bom aspecto e resolvi comprar, só que na hora de grelhar o frio e a chuva não puxam para a varanda, vai daí resolvi mete-las no forno.

Em cima de uma cama de cebola, com sal, ervas da provence e uma pitada de pimenta, foram para o forno, regadas com um molho feito com polpa de tomate, azeite e vinho branco.

A meio do tempo meti umas batatinhas e virei as espetadas e meti-as em cima das batatas, para tostarem mais um bocadinho.

Ficaram aprovadissimas e penso que nas próximas vezes que as fizer será assim, a carne fica muito mais tenra, saborosa e suculenta, adorámos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Leite de creme

Leite de creme como diz o meu pequeno, é a sobremesa favorita dele e eu de vez em quando faço, tenho já outras receitas por aí, esta foi mais uma a testar, menos açúcar, menos ovos e um resultado igualmente excelente aprovadissimo.

1 litro Leite
150 gramas Açúcar
60 gramas Farinha
1 casca de limão
3 a 4 gemas de ovo, eu usei 4

Coloque o leite a ferver com a casca de limão.

Bater muito bem as gemas com o açúcar e no fim juntar aos poucos a farinha e adicione progressivamente e mexendo sempre leite quente aos pouquinhos.

Logo que já tenha passado o perigo de talhar as gemas, juntar ao restante leite fervente.

Leve de novo ao lume e deixe ferver durante alguns minutos, mexendo sempre, até adquirir uma consistência menos líquida e a farinha estar cozida.

Retire a casca de limão e coloque numa taça ou em taças individuais.

Polvilhe com açúcar e queime com um ferro quente, ou se preferir pode polvilhar apenas com canela.

Deixe arrefecer bem no frigorífico, nós cá em casa gostamos de comer mesmo morninho, com açúcar ou canela para os adultos é indiferente para o pequeno é mesmo sem nada.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Depois do frio...

Depois de um inverno tão chuvoso e frio, assim que aparece o sol sai o povão todo para a rua e como por cá os sítios de passeio não são muitos, lá se encontra toda a gente no sitio do costume, uma verdadeira multidão concentrada num espaço bem reduzido para um espaço que até é bem grande e agradável.









Não é um dos passeios que posso dizer me agrada muito, mas quando se tem uma criança desejosa de ir para a rua que mais nos resta se não fazer-lhe a vontade, ir até ao parque, comer um gelado dar uma volta de bicicleta e outra no parque infantil, mas até aqui havia fila para subir no escorrega e mães desejosas de controlar o nº de voltas no baloiço, não vá o seu filhinho esperar muito.

Enfim coisas de quem vive na cidade e onde o único local com condições para uma tarde bem passada é mesmo a beira rio, onde há actividades para todos os gostos até bons motivos para fotografar.



quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Forminhas, pudim dos copos e outros

Esta receita é bem velhinha, estava no meu primeiro livro de receitas, escrito á mão por mim desde os 13 ou 14 anos ou menos, como não tem datas já não me lembro, as forminhas é que são novinhas e a inspiração (das formas claro) vem do blog da Claudia, um blog que sigo com atenção, não só pelas receitas, mas pelo que ela escreve e pelas opiniões dela e pelos artigos que já muitas vezes me fizeram rir e com os quais tenho aprendido bastante e por falar nela escreveu há pouco um artigo bem engraçado acerca da autoria das receitas, com a opinião dela e com um extrato de um texto que eu aproveito para deixar aqui também, achei engraçado e nunca tinha pensado neste assunto assim, apesar de ser uma coisa que ás vezes me "perturba" um pouco, pelo stress que se nota nos blogs, onde se reclamam citações, cópias e autorias.

Uma das coisas mais interessantes em culinária é a ilusão da autoria de uma receita.



E concordo com o que o artigo contém, porque, se procurarmos nos kiosques  e nas livrarias as revistas de culinaria e os livros que nascem como cogumelos por aí, lá encontramos aquela receita que todas temos nos nossos caderninhos escritos há mão de há anos, que passaram de mães para filhas ou daquela amiga especial, uma receita se não igual, muito semelhante em que a unica coisa que muda muitas vezes é uma graminha disto ou daquilo ou algum ingrediente.

Eu mesma, já tenho escrito por aqui, mais que uma vez, que se tentarmos procurar uma receita qualquer na net encontramos a mesma em milhões de blogs e sites e fica a dúvida de qual devemos citar, o que a publicou primeiro, ou vamos citar o que citou a "verdadeira" fonte e se assim é, quem é a verdadeira fonte??
Ainda há bem pouco tempo vi num blog uma receitinha de batatas assadas á minha maneira e em que estava indicado como sendo de um cozinheiro famoso, mas a minha fiz assim por mero acaso e resultou bem. Enfim como diz o artigo a maioria das receitas são clássicos da culinária daqui e dali com pequenas adaptações e porque como ela mostrou receitas culinárias estão fora dos direitos de autor na convençao de berna, eu sinto-me á vontade para colocar ou não de onde retirei a receita, este artigo dela deixa-me mais á vontade para o fazer e continuarei a faze-lo se isso me der prazer, ou não, se pura e simplesmente não me diz nada o sitio de onde retirei, como já vinha fazendo.

E porque se as pessoas colocam na net as suas receitas, tal como eu é porque gostam de partilhar, eu tenho aprendido muito com o blog, seja receitinhas, seja ideias na forma de apresentar o produto final e estas forminhas para substituir a tradicional forma grande,  foi uma dessas ideias que adorei e logo que pude comprei igual, não para imitar ninguem, apenas gosto de aproveitar as boas ideias e gosto de as partilhar para que alguem possa também aproveitar delas se assim o entender.
Cá estão num pudinzinho que adoro e que já a minha mãe fazia, porque era o meu pudim favorito, agora se há meio mundo que tem a receita igual, ainda bem é sinal que ele é mesmo bom :-)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Queques simples e bolo formiguinha

Acho engraçado os estrangeirismos que se vão adoptando por cá juntando aos que já existiam, temos agora cupcakes, smothies e por aí, eu cá em casa continuo a fazer queques, não são enfeitadinhos porque se não o meu menino não lhes toca, mas são bem saborosos e fofinhos.

Estes fiz para ele levar para a escolinha para os lanches da manhã, porque para além de ele não gostar de coisas muito elaboradas eu recuso-me a comprar-lhe bolos e bolinhos empacotados em plasticos, cheios de gorduras trans, enquanto eu conseguir controlar isso ele não come, quando for ele a decidir fará o que entender.

Esta receita é o tipico pão de ló á moda cá de casa

4 ovos caseirinhos por certo
2 chávenas de açúcar
2 chávenas de farinha
1 chávena de leite.

Bater primeiro as claras em castelo e reservar.

Bater as gemas com o açúcar muito bem até dobrar de volume e juntar depois de modo alternado a farinha junto com o leite e ir batendo para homogeneizar bem.

Por ultimo juntar as claras em castelo, envolvendo de modo suave.

Encher forminhas untadas com manteiga e polvilhadas com farinha e levar ao forno a 200º durante mais ou menos 15 a 20 min, dependendo do tamanho das forminhas.

Eu como sempre detestei  untar e desenformar bolinhos, logo que fiz um numero razoável de pequeninos, deitei o restante da massa para uma forma de buraco também untada e polvilhada e fiz um bolo maior.
Nesta juntei umas formiguinhas de chocolate, porque já tenho visto fotografias de bolos assim e pensei que o menino gostasse, errei :-) como já disse ele quando vê coisas a mais já nem prova, adorou os bolinhos e o bolo pintinhas mais menineiro e com a mesma massa nem provou, mas também não teve muito tempo para decidir se queria, porque o pai e mãe encarregaram-se de acabar com ele em três tempos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Bolonhesa especialissima

Um dia destes tinha uma carninha picada estufadinha com um molhinho delicioso bem apuradinho, prontinha para cair em cima de uma massinha branca, vai daí pedi ao marido para tratar da massa enquanto eu dava banho ao menino.
Eu ainda ouvi a massa a partir, cedo demais e pensei, mas a massa não se costuma partir para bolonhesa, mas não liguei, depois ainda pensei mas será que ele vai meter a massa na água fria, porque o tempo para aquecer a água era nulo, mas continuei para a casa de banho e eis que vem a pergunta!!

Olha lá esta carne não precisa de mais água? isto tem pouca água para cozer a massa!!
Plim!! fez-se luz!!! a massa já estava lá dentro, massa para três, em meio kilo de carne de vitela, mais uma chávena de soja moida!!!

E agora!! o que fazer?!

Pois a solução foi meter mais massa porque a quantidade de carne era exagerada, mudar de tacho e juntar a tal água!! e a cara de satisfeito do marido, vais ver que ainda fica melhor  :-) é que salvou a situação.

Pois melhor ficou, só que ficamos com um mega tacho de massa que não dava para congelar, (penso eu) foi metade da semana a comer carne com massa e massa com carne, o que vale é que todos gostamos de massa e o pequeno adora carninha picada.

Para remediar e tentar variar um pouco, ainda meti um tabuleiro no forno.
Com a massa e a carne envoltas em molho bechamel
e polvilhado com queijo mozzarella ralado

Ficou com um ar de lasanha picada :-) foi uma solução que agradou e provávelmente repetimos, mas na próxima meto-lhe umas natinhas e menos bechamel :-)