segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Tarte Árabe.

Há algum tempo que fiz esta tarte, tinha que fazer um doce para levar para casa de um amigo e á ultima hora não tinha ovos, logo esta foi uma alternativa simples e rápida.

Ainda que este é o tipo de sobremesa que eu raramente faço, pela grande quantidade de natas, mas como era para dividir por muita gente, nada a opor.

Retirei a receita do livro doce da nestlé.


1 Lata de leite Condensado
4 dl de natas
5 folhas de gelatina branca
3 colheres (sopa) de água
100 g de pistácios moidos(substitui por meio pacote de bolacha maria porque não tinha os ditos)
Cacau em pó

Ponha as folhas de gelatina de molho em água fria.
Bata bem as natas até que fiquem consistentes.
Junte-lhe o leite condensado continuando a bater.
Leve as folhas de gelatina, já demolhadas, com três colheres de sopa de água fria ao lume em banho-maria até dissolver completamente.

Polvilhe uma forma de tarte com os pistácios moídos e deite o creme por cima.
Decore com os restantes pistácios e o cacau em pó.

Leve ao frigorífico algumas horas antes de servir

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um longo adeus

"A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro (morte das células cerebrais e consequente atrofia do cérebro), progressiva, irreversível e com causas e tratamento ainda desconhecidos. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes....." 

Isto é o que toda a gente sabe, ou já ouviu falar sobre esta doença, aquilo que quase ninguém sabe é o processo por que um doente destes passa até chegar á tal completa ausência de autonomia.

Quando se fala nesta doença toda a gente associa á falta de memória, mas ninguém imagina o que está associado á falta de memória, toda a gente só pensa no esquecimento de factos e pessoas, mas o que lhe está associado é muito mais, é o esquecimento das letras e por conseguinte da leitura e da escrita, é o esquecimento da fala e por conseguinte da comunicação, é o esquecimento da função dos objectos e por conseguinte o esquecimento da sua utilidade, e nisto englobamos, talheres, cadeiras, sapatos, calças, sanita, banheira.... e por aí vai, ou seja para um doente destes é indiferente a utilidade de uma sanita ou de uma cadeira, tal como a diferença entre um garfo ou uma caneta, ele esqueceu-se do que é aquilo e para que serve.

Como exemplo chega para perceber um pouco o processo, mas se pensarmos que este processo não é uma coisa imediata, não corta de um dia para o outro a memória, ela vai-se perdendo aos poucos, alternando períodos de confusão com períodos de lucidez e se pensarmos que este processo se pode arrastar por 10 anos ou mais e que este processo pode começar  numa idade em que a pessoa está perfeitamente no activo, em que ainda trabalha e pensa que está no auge da vida, dá para perceber um pouco a angustia por que passam estes doentes durante muitos anos ao aperceberem-se de como estão a ficar e para a familia o sufoco de ver a pessoa a descer degraus que nunca mais voltará a subir, ver o doente treinar para não esquecer de apertar os sapatos, ver o doente treinar para não esquecer de escrever nem que seja o nome.......

Esta doença tem três fases perfeitamente definidas, uma em que só o doente sabe, a segunda em que o doente e a família sabem, terrivel para o doente e familia e a mais terrível para a família penso eu, em que já só a família sabe, em que vê o familiar degradar-se tanto e de um modo tão lento e desesperante e em que nada há para fazer, para além de tentar dar-lhe alguma qualidade de vida, que apesar de todo o esforço da família é quase impossível tratar em casa a partir de determinado patamar e aqui entra a parte pior do nosso sistema social, a falta de apoio, a todos os níveis e para além disso a rejeição por parte de todas as instituições, por incrível que pareça até nos hospitais estes doentes são rejeitados, ocupam camas, ficam caros e afinal não há nada a fazer!!!!!Até a familia é olhada de lado parece que são culpados de alguma coisa!!!!!

Outra coisa desesperante é o cuidado prestado a estes doentes em fase terminal nos hospitais, como são doentes que não se queixam, nem se mexem, muito rapidamente apanham as famosas escaras, ou feridas de decúbito ou ulceras de pressão, nomes pomposos para uma coisa que só acontece por falta de cuidado e desleixo por parte dos profissionais de saúde, outra, as famosas infecções hospitalares, ou nosocomiais, outro problema gravissimo em grande parte causado por falta de cuidados de higiene dos profissionais de saúde, que passam de doente em doente sem passar as mãos por um desinfectante nem por água sequer, e estamos a falar em hospitais acreditados!!!! e como se não bastasse, contaminam os doentes e mandam-nos para casa cheios de febre!!!!!!!! enfim mais uma situação desesperante perante a qual não podemos fazer grande coisa, podíamos reclamar, escrever, mas será que serviria de algo? ou serviria apenas para o doente passar a ser mais um elemento non grato.

E como se  todo este processo não fosse já doloroso demais, ainda falta para completar o ramo, o total abandono por grande parte dos amigos e até de uma fatia considerável da familia, porque -ele nem nos conhece, -ele nem fala!!!!!!!!!

Por esta angustia toda passou o meu pai durante 12 anos, agora queremos acreditar que estará em paz, porque partiu para um lugar melhor concerteza, onde se acabou a dor e o sofrimento.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sopa de lentilhas

Esta é uma sopa perfeitamente vulgar, a diferença é que leva uma leguminosa diferente, não tão usada como o feijão e o grão, por isso a trago aqui, com uma pequena explicação sobre as lentilhas e o seu valor alimentar, porque é uma leguminosa com bastante interesse e penso que bastante esquecida ou até desconhecida para muita gente.


Existem vários tipos de lentilhas, em geral contém 22 a 25% de proteínas. É rica em vitamina A, tiamina (B1), riboflavina (B2) e sais minerais, particularmente em cálcio, ferro, manganésio, potássio, fósforo, zinco e enxofre.
Muito nutritiva e sem dúvida a mais digesta de todas as leguminosas, pois normalmente não provoca flatulência.



Estimula o estômago, expulsa a bílis. É muito remineralizante e o cobre que contém reforça a sua


acção anti-anémica. Possui virtudes galactogénicas. É um alimento completo para trabalhos físicos, e deve consumir-se sobretudo durante a estação fria. Cozidas e esmagadas utilizam-se em cataplasmas para abcessos e todas as feridas purulentas ou inflamadas. Convém nos casos de úlceras na boca, dores cardíacas e hemorróides.

O seu consumo pode ainda ser benéfico em casos de fadiga intelectual, convalescência, insónia e insuficiência biliar.

A mistura "lentilhas-cereais" é excelente, pela complementaridade de aminoácidos que proporciona. No Próximo Oriente são consumidas com cevada ou trigo, e na Índia com arroz. Podem ser consumidas em grão completo, em grão descascado, em farinha, em puré, em croquetes, com massas, em patês, em estufados, germinadas, na sopa, na salada, em associação com espinafres ou acelgas.

Escaldadas em água a ferver antes de cozinhadas facilitam a digestão. É importante evitar que cozam demasiado, pois transformam-se em puré. As lentilhas são suculentas quando o seu gosto é realçado com plantas condimentares como o alho, louro, salsa, alecrim, segurelha e salva.
Informação retirada daqui

Eu cá em casa tenho sempre, mas só utilizo em sopa, porque também nunca procurei outras receitas para fazer e porque me parece que ao cozer se desfazem muito. Meti de molho mais ou menos uma hora antes de cozer, uma vantagem em relação a outras leguminosas, está sempre pronta e nem precisa panela de pressão.

1 chávena de lentilhas
2 batatas médias
2 cenouras grandes
1 cebola pequena
1 cabeça de nabo média
Couve repolho
Azeite e sal q.b.

O modo de fazer é o tradicional, tudo a cozer, excepto uma cenoura e o repolho, depois de triturar juntei a cenoura e o repolho cortados fininhos, o azeite e deixei cozer mais um pouco.

domingo, 14 de novembro de 2010

Em época de marmelos marmelada...

Pois é este ano já pensava que não iria fazer marmelada, porque com a vida atribulada dos ultimos tempos, não temos ido á quinta e quando fui encontrei os marmelos todos no chão, mas como quem tem amigos não morre debaixo da ponte, cá veio ter a casa directamente de trás-os-montes um belo saquinho deles.

A receita para mim e depois de várias pesquisas é sempre a mesma, ainda estive tentada a fazer uma com uma amostra de açúcar, mas a Moirinha fez o favor de me alertar que essa é só para bimbólicas o que não é o meu caso.

Assim fiz dois kg á minha maneira, isto é, á maneira da minha mãe e experimentei fazer uma na panela de pressão, como já vi e ouvi por aí que também fazem, pois o resultado ia sendo desastroso, não fosse eu estar por perto, é que logo que o bilro começou a andar desatou a espumar e a espuma a transformar-se em liquido meio gelificado na tampa da panela!!!!! tive que desistir da ideia e abrir a dita cuja e deixar a coisa ferver com a panela aberta.

Para mim a versão das que já fiz e provei a minha é a melhor :-) modestia á parte, cada um gosta do que gosta.
Já tenho por aqui a versão passo a passo, desta vez medi a quantidade de água e deixo mais uma foto ou duas.

2 kg de polpa de marmelo
1,5kg de açúcar
0,5l de água.

Primero levo a cozer os marmelos com a casca e tudo, cozem muito rápidamente depois da água estar a ferver são uns minutitos.

Retiro-os da água, deixo arrefecer e descasco, muito mais fácil do que descascar em crú.
Parto aos pedacinhos e passo pelo passe-vite e guardo o puré.

Entretanto meto o açúcar junto com a água ao lume a ferver e fazer ponto, junto aqui o puré e deixo ferver um pouco, aqui o tempo depende se queremos que a marmelada dê fatia ou seja para barrar.
Resulta uma marmelada douradinha, com um sabor muito suave.

Em contrapartida a marmelada que fiz na panela de pressão, mas que não resultou e acabei com a panela aberta, fiz com as mesmas quantidades, só que descasquei os marmelos em crú e juntei tudo ao mesmo tempo, marmelo, açúcar, água e no fim triturei com a varinha, resultou uma marmelada mais vermelha, com uma textura diferente, mais lisa e de sabor mais intenso mas não quer dizer que sabe mais a marmelo.
Eu fico com a minha versão e ao pouco e pouco vou retirando uma gramita de açúcar de ano para ano.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pizza com queijo feta

Mais umas pizzas, caseirinhas, massa diferente ingredientes semelhantes.

Cá em casa não adianta fazer pizzas com muitos ingredientes diferentes porque se não o pisco começa a escolher tudo e por de lado, o fiambre e o queijo são os reis da pizza para ele.

Desta vez fiz a do costume bem simples e fiz umas pequenas um pouco diferentes para os crescidos.

A diferença está nos pikles e no queijo feta, que tinha por aí desde a época dos tomates e tinha que ser gasto

A massa foi igual a uma que já fiz antes, só substitui a farinha integral por outra..

200 ml de água
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite
100 gr de farinha de trigo integral (usei preparado próprio para pão integral )
220 gr de farinha tipo 55
1 medida pequena mal cheia de fermento ramazzotti (colher que vem com a máquina de fazer pão, corresponde a uma colher de chá)

Seleccionar o programa de massa da máquina de fazer pão.

Logo que acabou transferi a massa para o tabuleiro do forno untado com azeite e estiquei muito bem a massa, de modo a cobrir todo o tabuleiro, com o cortador de pizza, cortei os bordos mais grossos para ficar a massa toda fininha.

O recheio foi como já tinha dito o do costume.
Polpa de tomate caseira, fiambre, queijo mozzarella ralado, pikles e queijo feta e pedacinhos de tomate fresco.

Ficou excelente para mim e para o mais pequeno, o marido reclamou de falta de substrato, ou seja massa fina de mais.

domingo, 7 de novembro de 2010

Pasteis de atum no forno

A minha mãe sempre me disse que eu tenho mais olhos que barriga, ou seja não posso ver nada, que quero logo comprar ou fazer para provar, nem que depois não goste, não foi o caso destes pasteis maravilhosos, assim que os vi no blog da Claudia a rirem-se para mim

Fiquei logo em pulgas para fazer, só tinha a dúvida se iria encontrar o queijo de que ela fala, porque nunca o tinha visto por cá e sem saber que tipo de queijo é, poderia não sair bem.
Mas afinal foi fácil encontrei logo no sitio do costume, queijo ricota.

A vontade de os fazer foi não só pelo recheio que eu adoro, mas principalmente pela massa, só de queijo e farinha, sem ponta das gorduras habituais neste tipo de massa e também porque me fizeram lembrar um pastelão de atum que costumo comer numa pastelaria da Covilhã sempre que lá vou e que adoro.

A receita dela que eu cumpri á risca, para não falhar nada fiz apenas uma pequena proporção para a farinha, porque a embalagem de queijo de cá tem 250 gr em vez dos 300gr que a receita manda.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Lasanha de atum

Nunca tinha experimentado as folhas de lasanha frescas, quando fazia lasanha, normalmente usava as placas embaladas, secas.

Estas ficam muito melhor, vale bem a diferença do preço, ficam muito mais macias.

Para o recheio fiz um refogado vulgar

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tarte de maçã com vinho do porto e canela

Em época de maçãs, eu tenho a garagem cheia delas, não são da minha quinta, porque essas ganham proteinas demais e não se conseguem comer, estas vieram de uma zona de maçã por excelencia cá no burgo, a zona de Moimenta da Beira, de uns primos.
Por isso e antes que se estraguem há que procurar coisas para as gastar, para além do puré e das maçãs assadas tenho feito uns bolinhos e esta tarte fui buscá-la á turbolenta do petiskaky.

3 maçãs reinetas(usei golden)
250 grs de açúcar
100 gr de margarina (ou manteiga) eu usei manteiga de soja.
5 ovos
1 colher sobremesa rasa de canela
½ cálice de vinho do Porto seco(usei geropiga)
200 gr farinha Branca de neve superfina
Manteiga para barrar a forma e farinha para polvilhar

Bater muito bem os ovos inteiros, com o açúcar, a manteiga derretida, o Vinho do Porto e a canela, até a massa fica espumosa e com bolhas. Eu substitui o vinho do porto por geropiga, porque foi o que encontrei cá em casa, mas afinal havia nagaragem também umas garrafas de vinho do porto caseiro, fica para a próxima.

Depois junta-se a farinha de uma só vez e bate-se mais um bocadinho com a máquina.

Deitar esta massa numa forma ou tabuleiro untado e polvilhado de farinha e por cima dispôr uma camada de maçãs descascadas e cortadas em gomos não muito finos, eu meti só uma camada e se tivesse levado mais ficaria ainda melhor.

Polvilha-se com açúcar e vai ao forno, com ventilação basta 180º e deixar cozer, o tempo depende do tamanho da forma, verificar com um palito para confirmar.

Fica um bolo fofo, mas com uma certa humidade no cimo pelas maçãs e um certo crocante pelo açúcar tostado em cima.

O filho para variar pede para provar no dia seguinte, mas nós dois nem precisamos da ajuda dele para acabar com o bolo em dois dias, fica muito bom.