domingo, 28 de fevereiro de 2010

Cabrito assado

Quando se compra uma parte de um cabrito normalmente compramos aquilo de que gostamos mais, mas eu de vez em quando compro um cabrito inteiro, porque tenho facilidade de comprar uns biológicos.

O problema é que depois há umas partes que nunca sei o que fazer com elas, cabeça!! vertebras!! que como somos nós que o partimos sobram assim umas partes desgarradas. O destino destas partes costuma ser a casa da mãe, ela lá sabe o destino a dar a tais partes dificeis.

A senhora que nos costuma vender, disse no outro dia que já lá tem dois acabadinhos de nascer, por isso lá para a páscoa estã prontinhos, o que quer dizer ver se há algo ainda na arca congeladora do ultimo e lá estavam uns pedaços só de vertebras.

Resolvi assá-los e afinal até tem uns lombinhos bem bons, para quem não come muita carne como é o caso do marido e filhote está muito bem, para quem adora rapar ossos que é o meu caso esteve ainda melhor.
A carne temperada só de manhã ficou uma delicia, dizem que a carne com ossos é mais saborosa e deve ser verdade.

A receita não tem segredo nenhum, um assado perfeitamente normal.

O bichinho temperado com sal, bastante alho picado, pauzinhos de louro, colorau
e um pouco de azeite e vinho branco 
com algum tempo de antecedencia.

No forno a assar lentamente

Acompanhado pelas batatas maravilha cá de casa.

Batata cortada em cubos pequenos, temperada com sal fino, colorau e bastante alho em pó,
envolvidas nuns fios de azeite.

A namorar com o cabritinho no forno só a meio tempo e já está

Acompanhado de uns grelinhos cozidos agora em época alta,
 um almocinho de comer e chorar por mais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O fisico

Mais um livrinho directo para a  academia literária um livro espectacular que já li há algum tempo, mas que não era meu, agora aproveitei os livrinhos a 1 euro das revistas Sábado e Visão para o comprar e ficar com ele, porque eu para além de gostar de lêr gosto também de ter os livros nas prateleiras, mas não me interessa o tipo de encadernação, porque não os quero para ficar bonito, mas porque gosto de livros!!

Este é de um autor Americano Noah Gordon, jornalista de profissão, mas que se dedicou á escrita em 1965 e a fama obteve com este Fisico em 1988.
O fisico faz parte de uma triologia da qual fazem parte também XamanA Doutora Cole, que por certo ainda não li, porque estou á espera que saia também a 1 euro ;-).

Para abrir um pouco o apetite para esta Saga, vamos fazer uma viagem com Rob pela idade média, pela religião, crenças, amores e desventuras.

"No Século XI, Rob Cole abandona com apenas onze anos a pobre e donte Londres para vaguear pela inglaterra.
Durante suas deambulações, fazendo malabarismos e vendendo curas para doentes, vai descobrindo a dimensão mística da sanação. E é através dessa peregrinação que descobre seu verdadeiro dom, que o levará a converter-se em médico num mundo violento, cheio de superstições e preconceitos.
Tão forte é o seu sonho que decide empreender uma insólita viagem á Persia, onde estudará na prestigiada escola de Avicena.
Aí dar-se-á uma transformação que modificará para sempre a sua vida e o seu destino...."

Simplesmente imperdível.


Imperdíveis são também estes livros a 1euro, eu sempre que sei aproveito, se os titulos me interessarem, e se não compro na mesma, porque se não conheço não quer dizer que não venha a gostar, atenção que não tenho comissão nas vendas  :-)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Quiche de bacalhau do Luís

Esta é provavelmente a melhor quiche que já fiz, ou pelo menos a que melhor me soube, fica muito saborosa e de uma leveza que dá vontade de comer mais e mais sem se ficar com a sensação de estomago cheio.

Esta, ao contrário da maioria das quiches que faço, que seguem sempre a mesma receita base e em que só muda o ingrediente principal, foi feita a partirda receita do meu amigo Luis.

A receita dele com as minhas alterações

500 gr de Bacalhau
0,5 lt de Água
1 dl Azeite
2 dentes de Alho
1 Cebola
40 gr de Chouriço de Carne (usei chourição)
1 Ovo inteiro
2 dl de Natas
qb de Queijo da Ilha
1 pitada de Noz Moscada
1 ramo de Salsa picada (usei só um cheirinho)
qb de Pimenta Preta moída (não usei)
qb Sal
1 colher de sopa de Farinha(não usei)

Base

1 base de Massa Quebrada (usei massa folhada)

Depois de demolhado, leve-o a cozer com 0,5 lt de água, depois de cozido escorra-o e aproveite a água da sua cozedura. Depois de frio limpe o bacalhau de peles e espinhas, desfiando-o bem.


Num recipiente leve ao lume o azeite, o alho e cebola picados, e o chouriço picado na 123, deixe refogar um pouco sem queimar, eu juntei logo aqui o bacalhau.
Na receita do Luis ele diz para juntar a colher de sopa de farinha e mexer bem , junte a seguir a pouco e pouco cerca de 3 dl de água de cozer o bacalhau, mexendo sempre, eu dispensei esta parte, não juntei a farinha nem a água.

Adicione as natas, o ovo e tempere de sal (cuidado porque o bacalhau, o chouriço e o queijo da ilha já têm sal), pimenta e noz-moscada, introduza o bacalhau desfiado e a salsa picada, eu como juntei antes, adicionei só o resto, a salsa usei só uns pózinhos, porque era o que tinha no vaso da varanda na altura.

Deite o preparado dentro da forma, com a base de massa á escolha e por cima espalhe o queijo ralado.
 
Leve a cozer em forno pré-aquecido a 180º C, durante 45 minutos aproximadamente.
Ficou deliciosa e ao contrário das minhas leva só um ovo, o que também é bom para quem tem problemas com colesterol.
Ele sugere acompanhar com uma saladinha.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Palhacices

Nunca gostei muito do carnaval, desde o tempo de escola, por causa das bombinhas, das seringas e pistolas de esguichar água, das parvoeiras que se faziam na altura, se algum dia me mascarei foi quando era tão pequena que nem me lembro.
De adulta nunca me desloquei para ver corso nenhum dos que se fazem por cá, os abrasileirados, com samba e mulheres despidas á chuva e em temperaturas de 10º no máximo abomino, os tradicionais tipo dança dos cus em cabanas de viriato e dos caretos lá para o norte até acho alguma graça, mas de propósito nunca fui.
Este ano resolvemos ir passear o nosso palhacinho, que ao contrário do que tudo indicava, nem o fato de bombeiro, nem o de homem aranha o entusiasmou, assim que viu este de palhacinho não quis ver mais e assim que o experimentou desatou aos saltos e a dizer que ia fazer palhacices.
Foi passeá-lo no fim de semana para a neve e no dia de carnaval foi até á Figueira da foz, a intenção era ver o cortejo, mas á boa maneira portuguesa o cortejo que seria suposto começar ás 14h30 ás 15h40 ainda não tinha começado, nem se vislumbrava nada, pelo que como ainda não tinhamos pago o bilhete, demos meia volta e voltamos para casa fazer as palhacices, já que a chuva começava a apertar!!!
Para as palhacices até a coroa de Rei mago serviu
Da neve tenho só as que tirei do carro no regresso a casa e o acordar na casa da minha mãe, porque a máquina ficou em casa quando fomos dar um giro
Este ano tem sido um ano bastante frio, já há alguns anos que não via nevar, penso que desde que vim para Coimbra, também porque nunca estavamos no sitio certo na hora marcada, este ano já vi duas vezes, uma no natal e agora no carnaval, para o pequeno foi o delirio total, a correr de baixo do nevão com os bracinhos abertos parecia que ia levantar vôo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Cogumelos recheados

Nunca tinha comprado cogumelos destes portobelo e resolvi experimentar, comprei-os para fazer de entrada para um jantar, mas como a amiga que era suposto vir jantar afinal não poude, não se podiam deixar estragar, porque são caritos, vai daí em vez de entrada serviram mesmo como prato principal.

1 embalagem de cogumelos portobelo frescos
1 cebola pequena
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de chourição picado
2 colheres de sopa de fiambre picado
Queijo ralado q.b.
Azeite q.b.

Primeiro retirar os pés dos cogumelos e tirar a pele aos pés e chapéus, passá-los por água e escorrer.

Picar  a cebola e os dentes de alho e levar ao lume com um pouco de azeite a dourar sem queimar.

Juntar o chourição, o fiambre e os pés dos cogumelos picadinhos  e deixar mais um bocadinho a estufar, juntar um pouquinho de água se for necessário.

Depois é só encher os chapéuzinhos dos cogumelos.

Polvilhar com queijo ralado a gosto e oregãos.

Levar ao forno bem quente a 250º durante 10 minutos, regado com um fio de azeite.

Eu desliguei o forno e deixei mais uns 5 minutos lá dentro.

Acompanhado de um arroz de ervilhas soube pelos deuses.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Queques de laranja

Vi  esta receita no blog da Rute e achei engraçado ela dizer que deveria ser feito com laranjas biológicas, disso todos sabemos, mas nem sempre temos, como eu tinha acabado de colher umas cestinhas delas lá na quinta, resolvi experimentar, mas também porque gosto de bolos de laranja e porque achei uma boa ideia para o Mi levar para a escolinha para o lanche.

O resultado parece-me que não foi bem o que ela obteve, mas como introduzi umas alterações na forma e no genero também era de esperar, para além de não ter a famosa bimby, os ingredientes também tiveram uma alteraçãozita.

A receita dela na integra

1 laranja grande (usei duas médias)
1/2 chávena de óleo(usei leite)
1 chávena de açúcar branco
1/2 chávena de açúcar mascavo(usei amarelo)
1 iogurte
1 chávena de farinha branca
1/2 chávena de farinha maizena
4 ovos
1 colher de sopa de fermento.

No modo de preparação, como não tenho bimby Fiz também de maneira diferente.

Lavar muito bem as laranjas e parti-las aos quartos com casca e tudo, retirando apenas as pontas.
Triturar no copo misturador e juntar aqui o leite para ajudar a triturar melhor.
Quando estiver bem triturado, juntar o açúcar, o iogurte e os ovos e misturar muito bem.

Retirar esta mistura do copo e meter numa taça e bater mais um pouco com a batedeira.

Por ultimo juntar as farinhas peneiradas com o fermento e envolver bem.

Levar ao forno pré-aquecido a cozer a 220º durante o tempo necessário, dependendo se se trata de bolos pequenos ou bolo grande.

Eu cozi metade numa forma de bolo inglês e a outra metade fiz em forminhas de queque.

A consistência obtida foi de queijada, tanto nos pequenos como nos grandes, o primeiro que cozi foi o grande e ainda pensei ter ficado mal cozido, mas nos pequenos ficou igual.

Ficaram uma verdadeira delicia, saudáveis e do agrado de todos.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Talaças ou Waffles

Acho engraçado ver pelos blogs estes nomes pomposos e estrangeirismos, toda a vida conheci estes bolinhos por Talaças agora viraram Waffles e mais flagrante ainda são os famosos queques que agora também viraram cupcakes, tudo bem o que importa é o sabor.

Voltando ás talaças, já há algum tempo que andava com vontade de comprar uma máquina, apareceu em promoção no Lidl  e comprei, a marca é desconhecida e as talaças ficam pequeninas, mas como o preço também foi pequeno está adequado.
A receita da minha mãe não tenho cá em casa e como demorava algum tempo a ir lá e não posso passar dois dias em casa com uma máquina nova sem experimentar fui á procura no sitio do costume, porque as receitas que vem com a máquina levam manteiga a mais para o meu gosto.
Encontrei no blog da Luisaalexandra uma receitinha que me pareceu muito bem e decidi fazer esta.
A receita foi copiada na integra, a única coisa que retirei foi a essência de baunilha e o coco ralado meti só em metade da receita.

2 Ovos
1 chávena de chá de Leite
2 colheres (de sopa) de Açúcar
1 colher (de chá) de Sal
2 chávenas de chá de Farinha de Trigo com Fermento
1 colher de sobremesa de Fermento em Pó
150 gr. de Margarina
1 colher (de café) de Essência de Baunilha
2 colheres (de sopa) de Côco Ralado


Ela diz que misturou os ingredientes no quik-chef, eu como não tenho, achei que faria o mesmo no copo misturador, a massa ficou espessa e tive que acabar de mexer á mão.

Comemos barradas com chocolate tipo Nutella, porque não me apeteceu fazer molho de chocolate.
As que levaram coco ficaram muito boas também, porque fica com um toque muito discreto ao coco, que quem não souber o que tem fica, a pensar o que será.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um fogo eterno

Já há algum tempo que não participo com nada para a academia literária, porque as leituras agora tem diminuído substancialmente.

Este livro achei que vale a pena, porque é uma história muito bem escrita, que cativa, prende-nos a um mistério desde o inicio e não conseguimos deixar as personagens e os seus romances e dramas até ao fim.

Uma frase que penso está muito de acordo é esta que vem na capa.


“Ler Um Fogo Eterno é como estar sentado numa varanda com um gin tónico na mão a contemplar o pôr-do-sol em África.”
The Times"

Um pouco da história para abrir o apetite


"Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue

Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma infância mágica e feliz no Quénia. Anos depois, as três jovens mulheres regressam às terras altas da África Oriental e àquele que é agora um país independente.

Hannah luta para preservar a sua memória na fazenda Langani, alvo de uma série de ataques violentos que ameaçam a sua segurança e casamento. Sarah está a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido à acção de caçadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de infância. Camilla, um ícone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Quénia por amor a um carismático caçador e guia de safáris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas vão desvendar a verdade por detrás da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques à fazenda e às suas vidas. As paixões e provações por que passam estas inesquecíveis heroínas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao país das suas infâncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance épico e magnífico".






domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bolo de iogurte com chocolate

Ontem veio um amiguinho do meu menino brincar cá para casa e decidi fazer um bolinho para o lanche deles, como os pequenos são muito esquisitinhos com doces, resolvi fazer bolo de iogurte que costumo ouvir ser muito apreciado pelos mais pequenos e para agradar ainda mais meti-lhe chocolate.

Foi a primeira vez que veio um menino sem ser do nosso convívio habitual de amigos e família e como tal não sabia bem o que fazer para o lanche, a coisa ia correndo mal, porque como estou habituada ao meu piolho que gosta de tudo, fiquei de olhos abertos quando o amiguinho me perguntou a marca do chocolate em pó e me disse que não gostava do chocolate para barrar no pão que eu tenho e o meu Mi adora, fiambre não gosta, queijo não gosta, tosta mista não gosta!!!será possível!!
Acabou por comer bolachas molhadas no leite!! que o meu quis imitar e ia saindo uma papada em cima da mesa.
Penso que o consumismo que os pais de hoje em dia incutem nos filhos os vai tornar nuns esquisitinhos!!!

Bem e a receita do bolo encontrei-a por aí

4 ovos
1 iogurte natural
1 copo (do iogurte) de óleo
2 copos medida de açúcar
3 copos medida de farinha
2 colheres de sopa de chocolate
Raspa de laranja

Bater os ovos inteiros com o açúcar, até dobrar o volume, juntar o óleo e o iogurte e continuar a bater.Eu juntei só metade do óleo, porque não consigo encher um copo de óleo para juntar a que bolo seja e pensar que o vou comer eu.
Por ultimo envolver a farinha já misturada com o chocolate em pó.

Vai a cozer em forma untada e polvilhada de farinha em forno a 200º demorou cerca de 40 min.

Ficou muito agradável, muito melhor que o bolo só de iogurte normal e os pequenos gostaram, mas quem gostou ainda mais foi o maridão que o devorou, sem saber que leva óleo :-)